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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Influência de Símbolos do Facismo no Palácio Tiradentes

     Acerca da discussão envolvendo a simbologia romana contida na materialidade do Palácio Tiradentes, por outro lado, podemos levantar outro assunto que nos é pertinente: as supostas referências ao fascismo que, supostamente, rodeiam o prédio histórico.
    De acordo com estudiosos, estão presentes no palácio símbolos que são expressivamente característicos do regime de Mussolini, podendo citar, por exemplo, o feixe de madeira que envolve uma machadinha cujo topo está uma águia. Estes símbolos representam a união e força do povo, assim como o poder.
     Dentro da galeria do plenário, a ilustração que envolve o feixe de madeira e a machadinha aparece sucessivas vezes, se repetindo também em frente ao prédio histórico.
     É dito pelo geógrafo João Baptista Ferreira de Mello, em entrevista concedida ao jornal O globo, que os desenhos postos à frente do prédio da Alerj, são, na verdade, fruto da admiração que Getúlio Vargas nutria por Benito Mussolini, líder do Partido Fascista fundado em 1919, ao fim da Primeira Guerra Mundial. 

Figura 1 - Benito Mussolini

Figura 2 - Getúlio Vargas

      João Baptista também afirma que esse apreço norteou a construção de outros prédios da cidade, e que era uma forma de projetar um ideal de grandiosidade e imponência do Estado.
     Por fim, alguns historiadores afirmam que não há provas de que as especulações em torno da influência do regime fascista no prédio da Alerj são, de fato, verdadeiras, e que sobretudo, os símbolos contidos ali fazem alusão à antiguidade romana, apesar do fascismo ter o escolhido também como representação. 

Referências
https://oglobo.globo.com/rio/rio-450/assembleia-do-rio-tem-simbolos-que-podem-ser-da-roma-antiga-ou-referencia-ao-fascismo-16441700

O Palácio Tiradentes

                                             Palácio Tiradentes

História

     Desde os tempos do Brasil Colônia, o local onde está hoje o Palácio Tiradentes é um sítio histórico que guarda um grande pedaço da memória política do Brasil. O primeiro edifício ali construído, inaugurado em 1640, ainda no Brasil Colônia, abrigava os três vereadores, eleitos por voto indireto para um mandato de um ano, que cuidavam da cidade e das suas finanças.
Todo o dinheiro da cidade ficava guardado em um cofre chamado “burra”, que só podia ser aberto por três chaves: cada uma ficava com um vereador. No andar de cima, trabalhavam os vereadores. No de baixo, ficava a cadeia. Por isso, o local ficou popularmente conhecido como Cadeia Velha.
Foi lá onde o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ficou preso, durante três anos antes de ser enforcado no dia 21 de abril de 1792. Quando a Coroa portuguesa aqui chegou, fugindo da invasão napoleônica, em 1808, e se instalou no Paço Imperial, o Parlamento, que nesta época já contava com um número maior de representantes, foi deslocado para outro prédio para dar lugar aos empregados da corte.
     De volta para a Cadeia Velha, a Câmara Imperial protagonizou momentos memoráveis, como a aprovação da Lei Áurea, em 1888. Em 1922, já em situação precária, a Cadeia Velha foi demolida para dar lugar a um grande palácio, cuja arquitetura lembra muito o Grand Palais de Paris. Projetado em estilo eclético por Archimedes Memória e Francisco Couchet, o Palácio Tiradentes foi inaugurado em 6 de maio de 1926 para abrigar a Câmara federal.
     Enquanto a Câmara funcionou no Tiradentes, entre 1926 a 1960, todos os presidentes do período tomaram posse ali, de Washington Luiz a Juscelino Kubitscheck, que após tomarem posse saudavam e discursavam para o povo, que lotava as escadarias, da varanda¬ do Salão Nobre.
     Em 1937 a 1945, durante o Estado Novo, o Parlamento foi fechado pelo presidente Getúlio Vargas e o Palácio Tiradentes passou a abrigar o Ministério da Justiça e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão de censura do regime. Em 1960, quando da transferência da capital para Brasília, o Palácio Tiradentes passa a abrigar a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara (ALEG). Quinze anos depois, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, surge a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), que ali permanece até os dias atuais.

Endereço

RUA PRIMEIRO DE MARÇO, S/N - PRAÇA XV - RIO DE JANEIRO CEP 20010-090 TELEFONE +55 (21) 2588-1000 FAX +55 (21) 2588-1516

Arquitetura

Em estilo eclético, a fachada é revestida por concreto armado. Destaca-se a cúpula, adornada com esculturas alegóricas representando a Independência e a República. Por dentro, a cúpula, ornamentada com pinturas de autoria do artista brasileiro Rodolfo Chambelland, ostenta um vitral pintado como o céu da noite de 15 de novembro de 1889. O prédio abriga ainda decorações realizadas por artistas renomados como Eliseu Visconti, Carlos Oswald e João Timóteo da Costa. O painel decorativo do plenário do Palácio Tiradentes foi executado por Eliseu Visconti em 1926 e representa a assinatura da primeira Constituição Republicana de 1891. No grande painel, restaurado em 2001, figuram em tamanho natural os retratos dos sessenta e três constituintes.

Referências:
http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/historia/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_Tiradentes

Inspiração Romana na decoração e construção do Palácio Tiradentes.

        O Palácio Tiradentes foi inaugurado em 6 de maio de 1926. Foi construído no lugar da “Cadeia Velha”, um presídio que deu lugar ao palácio. O palácio lembra o Grand Palais de Paris e possui inspirações Romanas em sua construção.

  • O simbolismo da decoração do Palácio
              Assim como no Império Romano, a utilização de símbolos como forma de ligar poder e autoridade pode ser reconhecida no Palácio Tiradentes. Construído para abrigar a Câmara Federal e inaugurado na mesma data em que se comemorava o centenário da instalação da primeira Câmara Legislativa do Império, o prédio foi batizado em memória do símbolo de luta contra a opressão da coroa portuguesa por ideais republicanos, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. A história do Palácio desde seu início como projeto, tinha como objetivo abrigar a memória, na forma material, da república brasileira e acolher os representantes de poderes autoritários do Estado – foi sede do poder Legislativo Brasileiro e hoje é sede do poder Legislativo do Estado do Rio de Janeiro. Vale lembrar que a ideia da república surgiu em Roma e inspirou o estado brasileiro a determinar sua base governamental.

   

Fonte: Google Imagens

         Figura [1] vemos uma "fasce" romana que, durante a sua República era associada a ideia de "poder e autoridade" e sua utilização exigia protocolos e tradições. Na Figura [2] vemos a águia que era usada como símbolos das legiões romanas. Na  Ambos os símbolos estão localizados na entrada do Palácio Tiradentes.

Figura 3
Fonte: Google Imagens

           A figura [3] é uma grande cartela, na qual lê-se a palavra PAX. Está ladeada pelas alegorias da Vitória e do Trabalho de mãos dadas, a primeira portando um ramo de palma e a segunda uma marreta. No alto, entre as alegorias, a inscrição "Ordem e Progresso", lema republicano da nação, entre os raios do sol da esperança.



Figura 4
  
Fonte: O que o Rio não vê

            Observemos o escrito "Lex" na Figura [4]. Em latim, "Lex" significa Leis. O seu lado esquerdo estaria representada a Autoridade e no seu lado direito a Liberdade, os principais ideais políticos da república romana.
            Os capitéis compósitos das colunas são decoradas com as "Vitórias''. Elas carregam fasces e representam um país livre porém regido pela Lei e Autoridade (Figura 5). Podemos fazer ligação entre esses capitéis e a representação do inscrito "Lex" na figura 4.
Figura 5
Fonte: Google Imagens

  •                      A construção

            Em 1921 foi aprovado o projeto para a construção do Palácio Tiradentes. O mérito da projeção do edifício é dos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet. Na Figura [6] temos o esboço da figura do Palácio.

Figura 6
Fonte: Palácio Tiradentes

         O então presidente da Câmara, Arnolfo de Azevedo, determinou economia na construção do prédio e toda a sua estrutura é feita em concreto e tijolo. O uso de tais materiais deriva de Roma que inovou no uso dos mesmos para as construções se seus patrimônios.
         O Palácio é sustentado por colunas e passagens por arcos (Figuras [7] e [8]), estruturas utilizadas pelos romanos para conseguir um melhor sustento e manejo do material. As colunas do Palácio são do modelo compósita, referência romana em suas construções. (Figura [9])

Figura 7 
Fonte: Palácio Tiradentes
 Figura 8
Fonte: Palácio Tiradentes

Figura 9

Fonte: Google Imagens



[1]Disponível em. <http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/author/admin/> acesso em. 29 de junho de 2017.
[2]Disponível em. <http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/author/admin/> acesso em. 29 de junho de 2017.
[3]Disponível em. <https://orioqueorionaove.com/2012/11/27/palacio-tiradentes-parte-1/> acesso em. 29 de junho de 2017. 
[4]Disponível em. <https://orioqueorionaove.com/2012/11/27/palacio-tiradentes-parte-1/> acesso em. 29 de junho de 2017.
[5]Disponível em. <https://orioqueorionaove.com/2012/11/27/palacio-tiradentes-parte-1/> acesso em. 29 de junho de 2017.
[6]Disponível em. <http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/linhadotempo/> acesso em. 29 de junho de 2017.
[7]Disponível em. <http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/galeria-de-fotos/> acesso em. 29 de junho de 2017.
[8]Disponível em. <http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/galeria-de-fotos/> acesso em. 29 de junho de 2017.
[9]Disponível em. <http://noticiaurbana.com.br/old/tag/alerj/> acesso em. 29 de junho de 2017.

Referências: 
  • https://orioqueorionaove.com/2012/11/27/palacio-tiradentes-parte-1/
  • http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/linhadotempo/
  • http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/historia/




quarta-feira, 28 de junho de 2017

A Política de Roma e o Palácio Tiradentes


O Império Romano possuía alguns símbolos que estavam ligados ao poder e autoridade. Parte desses símbolos podem ser encontrados no Palácio Tiradentes, onde funciona a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Sendo eles:
·         Águia: eram usadas como símbolos das legiões romanas e fazem parte da arquitetura da Alerj


·          Fasces: no Império Romano estava associado a autoridade e ao poder. Durante a República Romana, a utilização dos fasces era cercada por protocolos e tradições. E sua imagem faz parte do chão de entrada da Alerj

·         A machadinha - ilustrava o poder do comodante -  envolta por um feixe de varas - que significava união e força - era levada pelo o lictor, uma espécie de oficial de justiça, quando iria executar as ordens judiciais.  O símbolo com referência as leis ("lex") encontra-se na escadaria da Alerj 


O que é república?
         Do Latim "res pública" -  que significa "coisa pública" - é uma forma de governo que, na sua origem, era definido por Cicero através da união e de três forças: Multitude, communio e consensus iuris. Ou seja, a união de um número razoável de pessoa, vivendo em comunidade, com interesses em comum e um consenso de direito fazia nascer a liberdade do povo e a autoridade do senado, potestas e magistrados. Atualmente a república é vista como uma estrutura política de estado em que o chefe é eleito pelos representantes dos cidadãos ou pelos próprios cidadãos e que exercem função por tempo limitado.

Paralelo entre a República Romana e a República Brasileira:
         Em 509 a.C, teve início a República Romana a partir da organização dos patrícios para derrubar a monarquia etrusca, monopolizar o poder político em relação à plebe e evitar qualquer tentativa absolutista. A República Romana, estruturava-se em três principais instituições:
·         O Senado - Instituição mais importante do governo, era composto por patrícios que exerciam seus cargos de forma vitalícia. Era o responsável pela condução da política interna e da política externa e nomeavam os magistrados
·         As Magistraturas - De origem patrícia, exerciam os cargos anualmente, não podendo repetir a magistratura. Exerciam funções de natureza executiva e judiciária. Algumas magistraturas: o consulado, Pretores, Edis, Pontífices, Censores...
·         Assembleia Centuriata  -  Monopolizada pelos patrícios,  era responsável pela votação de todas as leis.
      Devido o voto ser censatário, a política era dominada pelos patrícios (proprietários de terra) que buscavam sempre se beneficiar.  Não havia uma democracia, embora os plebeus pudessem votar, o poder dos patrícios era muito maior.
      No Brasil, a república teve origem em 1889 e até 1930 é caracterizada como "República Velha". Esta época é marcada pelo domínio das elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. Que assim como na república romana, agiam em prol de seus benefícios.  A primeira Constituição Republicana brasileira criou-se em 1891 e instituiu o sistema presidencialista. A república velha e a política do café com leite são interrompidas em 1930, com a Era Vargas que durará 15 anos através de alguns golpes. Com o fechamento do Congresso Nacional em 1937, Vargas passa governar com poderes ditatoriais cerceando a democracia. Após ser deposto por militares em 1945, retorna em 1950 através de eleições democráticas. A democracia resiste até 1964, quando um novo golpe é dado por militares que ficam no poder até 1985. Após o processo de redemocratização, uma nova constituição é criada em 1988.
      A república brasileira tem como base o funcionamento de três poderes:
·         Poder Legislativo -  é exercido pelo Congresso Nacional, que é composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Deputados e Senadores são eleitos diretamente pelo povo e sua função é de elaborar e votar as leis propostas.
·          Poder Executivo -  é composto pela Presidente da República no âmbito federal, pelos governadores no âmbito estadual e pelos prefeitos no âmbito municipal. Também são eleitos pelo povo e sua função é executar as leis.
·          Poder Judiciário -  composto pelos tribunais superiores e sua função é de fiscalizar o cumprimento e a legalidade da lei com relação a constituição.
            Embora esta forma de poder tenha, na teoria, a base na democracia, não é isto que observamos na pratica. Os representantes do poder raramente fazem as vontades do povo. Precarizam a educação e se aproveitam do analfabetismo político da população para agir conforme suas vontades. Como pode-se observar, nossa democracia é frágil e sofre constantes golpes. Aqueles que deveriam representar o povo, governam, para grandes empresários e constantemente exploram a sociedade devido uma subordinação causada pela corrupção realizada por muitos. Estes fatos evidenciam que, ainda nos dias de hoje, a república brasileira não está muito distante da república romana baseada na monopolização do poder nas mãos dos mais afortunados.

RioRoma

Sobre o trabalho       O blog RioRoma foi criado como componente final para constituição da nota da disciplina História Antiga II (...